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As Caras da Educação

Quem faz a educação acontecer no Brasil. Artigos, crônicas e histórias de alunos, professores, pais e todos aqueles que contribuem com a educação no país.

Inclusão educacional de estudante com transtornos globais do desenvolvimento no ensino regular

O trabalho com a estudante Lívia Monteiro, 14 anos, com diagnóstico de Transtornos Globais do Desenvolvimento (CID F.90.1 + F41.2), iniciou-se no ano de 2012. Naquele momento, não tínhamos a dimensão do desafio que enfrentaríamos, tendo em vista que não bastaria apenas o esforço dos profissionais da educação. A estudante não tinha acompanhamento da área da saúde e apresentava comportamento inadequado para frequentar o Colégio sem o apoio especializado.

O objetivo da intervenção pedagógica foi contribuir para a construção de novas práticas atitudinais, por meio do conhecimento científico. Utilizamos as seguintes estratégias: Realização da Avaliação Pedagógica no Contexto Escolar; solicitação do Professor de Atendimento Educacional Especializado – PAEE à Secretaria de Estado da Educação do Paraná; execução de atividades curriculares enfatizando conteúdos sobre preconceito e discriminação com os estudantes da turma a qual a estudante encontra-se inserida; Apresentação dos Registros diários da PAEE aos Professores e Psiquiatra, com a finalidade de incentivar a discussão sobre a importância da mediação pedagógica e da apropriação do conhecimento científico; fomentação de ações com a finalidade de aprimorar o Trabalho em Rede entre: Família, Conselho Tutelar, Governo Municipal, Legislativo e Ministério Público; divulgação de informações na mídia -, Rádios, Televisão e Jornais a respeito da problemática local no que se refere ao atendimento de crianças e adolescentes na área da saúde mental; mobilização nas esferas municipal, estadual e federal para a implantação do Centro de Atenção Psicossocial Infantil – CAPSI no município.

As intervenções pedagógicas resultaram na aprovação de 100% da turma, no ano letivo 2012. A estudante Lívia Monteiro, foi aprovada pelo Conselho de Classe, tendo em vista seu desenvolvimento gradativo, levando-se em consideração os apontamentos nas áreas acadêmica, emocional e social. Com intuito de dar continuidade às ações pedagógicas, no ano letivo de 2013 o Colégio organizou cautelosamente o trabalho pedagógico com critérios bem definidos. Quanto aos resultados acadêmico e disciplinar da turma, de forma geral estão bem. A turma é solidária, isto é, se ajudam mutuamente. A estudante melhorou o comportamento e a aprendizagem. Outra conquista extremamente importante é que após intenso trabalho de mobilização neste ano e com o apoio da Mídia, no ano de 2014 será implantado o CAPSI no município de Cianorte. Professora: Ana Floripes.

Ana Floripes Berbert Gentilin

Ana Floripes Berbert Gentilin

Sou a professora Ana Floripes Berbert Gentilin, de Cianorte - Paraná, 47 anos, atuo na Educação Básica da Rede Estadual e sou apaixonada por minha profissão.

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(25) Comentários


  • Glorinha Teresa Rodrigues • 27/02/2014

    "Humanidades", um jeito especial de falar sobre seres humanos dotados de sentimentos, alma, desejos, paixões, vibrações, sensações... O "outro" e a "outra" são sujeitos históricos que desenvolvem sua psique a partir das relações e interações sociais que estabelecem, sendo que nenhum tipo de outro ser vivente consegue atingir o nível de desenvolvimento que os/as humanos/as conseguem. A experiência prática nos demonstra que só necessitamos de oportunidades, desconfigurando as medidas, possibilitando experiências e buscando avanços que muitas vezes passam por esperanças, por crenças e valores que substituem paradigmas estigmatizantes de quem pode e não pode. A natureza humana é muito maior, ela passeia pelo viés da construção de subjetividades muito além do que se possa compreender. Nisto, quero dizer que lutar por humanos direitos é evidenciar esses sujeitos da subjetividade longe da mediocridade e de ideias estereotipadas que nelas se sustentam. Querida Ana Flor Ipês, você rompe com a estagnação de estereotipias que medem, selecionam e discriminam. Você tem um grande olhar para além do seu tempo, para além do senso comum muito próprio dos que já possuem uma consciência filosófica do seu fazer educacional, social e humano nessa terra. Obrigada por existir. Obrigada por sua luta. Obrigada por nos fazer acreditar que nem tudo está realmente perdido.


  • ednéia jacomini • 25/11/2013

    Professora Ana Floripes Professora Ana pensando em tudo que já passamos resolvi escrever um pouco sobre o que você representa pra mim e pra estes alunos do 8º ano HK. Como já disse antes, nós “somos estradas”. Estradas que pessoas passam e deixam pegadas, você está passando em nossas vidas hoje e está deixando marcas, estas marcas representarão para nós um dia, a saudade e a gratidão. Professora Ana não é à toa que seu nome tem tudo a ver com flores, FLORIPES, sim você é uma das pessoas que passam na nossa estrada e ao longo dela, vai tentando tapar os buracos, endireitar as curvas, passa com cuidado nos trevos, nas pontes perigosas, apesar de todas as dificuldades para andar nessas estradas você não desiste e ainda vai semeando aos poucos as sementes das flores, que já começam a desabrochar em nossas vidas. Professora sem você não teríamos aprendido tanto porque o que você ensina vai além de ser um ótimo aluno na escola, vai além de tirar notas boas em todas as matérias. Você ensina a viver, a respeitar as pessoas seja aqui na sala ou na rua, ensina a valorizar o próximo. Sempre incansavelmente chamando a atenção dos alunos para estudarem, não para serem ricos materialmente, mas para serem ricas espiritualmente, pessoas dignas, trabalhadoras, ricas de conhecimento e bondade. Professora Ana, você é uma pessoa iluminada e muito abençoada por Deus. A cada dia que passa tenho mais certeza de que ser professora é muito mais que uma simples profissão, ser professora é uma verdadeira missão. E você está cumprindo sua missão de maneira louvável. Professora Ana Floripes sei que não consegui escrever tudo que você merece ouvir, porque além de ser uma ótima professora, você é mãe, esposa, mulher, amiga, e tenho certeza de que em tudo faz com amor. Mas, em nome da turma, digo que você é uma pessoa maravilhosa, que planta em terras áridas e com paciência vai e volta nestas estradas difíceis, e todos os dias traz água para regar as sementinhas, com carinho e paciência continua, mesmo sabendo que as flores e os frutos talvez não sejam vistos por seus olhos de imediato. Prof obrigada por tudo, que Deus continue a te abençoar e te dar sabedoria, esperamos que sejas muito feliz. Professora Ednéia em nome de toda a turma do 8º ano HK.


  • Ednéia Jacomini • 25/11/2013

    SOMOS ESTRADAS Somos estradas importantes E às vezes não deixamos ninguém passar Talvez pelos buracos que há. Somos estradas impedidas Em constante construção Algumas usadas outras não. Somos estradas longas e curtas Perigosas, calmas ou congestionadas Algumas abandonadas. Somos estradas sem fim É preciso saber dirigir Para nas pontes não cair. Somos estradas com pedágios Umas bem conservadas Outras mal sinalizadas. Somos estradas estreitas e largas De pedras, asfalto ou de chão Todas têm sua função. Somos estradas a percorrer Cuidado com as curvas e acostamentos Estradas são solitárias por algum momento. Somos estradas com trevos Temos muitos caminhos para seguir Sonhos e responsabilidades a cumprir. Professora: Ednéia Jacomini.


  • Elza Bassoli • 24/11/2013

    Parabéns amiga. Sempre acreditei na sua competencia e na sua luta. Meu carinho e meu reconhecimento pela sua luta. Bjos


  • Edna Carvalho • 23/11/2013

    Profª Ana Floripes, voce é a profissional que faz literalmente, tenho um orgulho imenso de você!!!!!


  • Marcia Dotto • 23/11/2013

    Tive o prazer de conhecer, conviver e compartilhar as mesmas convicção profissional da Ana Floripes, não conheço a Lívia, mas posso imaginar quanto cresceu como ser humano partilhando os conhecimentos da Ana. Ana tenho maior orgulho de ser amiga, pois sei que jamais irei me decepcionar com suas atitudes. Te amo por ser maravilhosa.


  • Genira Oliveira Castilho • 23/11/2013

    Falar da Professora Ana Floripes é muito fácil! Pelo seu carisma, dedicação e conhecimento por uma causa tão nobre e humana. E por meio dela recebemos informações sobre os transtornos abordados nessa reportagem. Quero mais uma vez parabenizá-la. Bem como ao Colégio, Diretora e alunos que juntos formaram uma equipe solidária. Segundo relatos dos próprios alunos. Amei todos eles.


  • marcella • 22/11/2013

    Conheço a Livia e sei que ela muito boa e que a professora Ana ajudou muito ela com seu problema e que hoje em dia eu tenho certeza que ela vai se superar .


  • Marilene Berbet • 22/11/2013

    Parabéns Ana Flor, você é uma pessoa realmente abençoadora e abençoada!!! O amor pela sua profissão é gritante aos nossos olhos!! Que DEUS continue te abençoando, para que assim você continue nessa sua luta, por melhores condições de ensino e melhores condições de tratamento p/ suas crianças!! Te admiro muito!!


  • Nardélio • 22/11/2013

    Parabéns Ana! Conheço de perto sua competência, mesmo porque mais de uma vez já fui beneficiado por ela, e sei que merece todo reconhecimento pelo belo trabalho que realiza, tanto na escola em prol dos alunos quanto fora dela, em prol dos amigos. Parabéns!! Parabéns!!! E obrigado.


  • Izabeli • 21/11/2013

    Sou aluna da turma de Lívia e aprendi muito com ela e também a ajudo diariamente. A professora Ana Floripes trabalhou conosco o conteúdo sobre os Transtornos para que entendêssemos a nossa amiga. Eu não conheço ninguém que tenha autismo, mas com os depoimentos que ouvi tirei a conclusão que a pessoa que tem autismo possui muitas dificuldades em viver num espaço que não tenha uma rotina diária e também que existe vários graus do transtorno. A maioria da população não os vê porque dificilmente convivem em meio à sociedade. Percebi também que quando saem às ruas o excesso de estímulos, tipo como som, cores, luz etc, entram como um turbilhão em seus cérebros, e eles ficam agitados. Fiquei sabendo que alguns deles ficam amarrados quando entram em crise e ainda por cima não têm equipe especializada para atendê-los. É neste momento que vejo, estamos andando para trás. O problema dos Transtornos mentais é antigo, então onde estão os médicos? Onde estão as pessoas que podem ajudar? Essas pessoas estão esperando para que seus direitos sejam reconhecidos. Eu fico triste com isso. Aluna: Izabeli, 13 anos.


  • Bruna Natelly • 21/11/2013

    Sou a Bruna e estudo com a Lívia. Aprendi que nós podemos mudar quando temos ajuda. A Lívia mudou muito e a Professora Ana Floripes ajuda todos nós na sala de aula. Parabéns ao nosso Colégio.


  • Sandra Lucca • 21/11/2013

    Professora Ana, parabéns pelo trabalho de excelência e feliz aquele que ama o que faz e faz com compromisso e amor e mais feliz aqueles que tem a honra de tê-la como professora. Se alguém varre as ruas para viver, deve varrê-las como Michelângelo pintava, como Beethoven compunha, como Shakespeare escrevia. Martin Luther King


  • Rosa Lici Luchetti Maidl • 21/11/2013

    Você é única, Ana Floripes!


  • Fatima • 21/11/2013

    E um problema difícil, grande e é preciso a colaboração de todos. Essas crianças precisam de um olhar diferente. Estamos apenas no inicio da caminhada. Parabéns professora.


  • Roberto • 21/11/2013

    Os casos de Transtornos mentais parecem ser raros, mas apenas parecem. Na pesquisa realizada em nossa sala de aula tivemos o depoimento de cinco colegas que têm parentes ou conhecidos que apresentam transtornos. Assistindo o Fantástico, ouvindo a Professora Ana Floripes e os depoimentos, conclui que: 1. Muitos jovens de hoje não sabem valorizar o que tem e nem agradecem a Deus por sua saúde. Se esses, convivessem com situações iguais a esta sentiriam vergonha do desperdício de vida e ao mesmo tempo por não ajudar ao próximo em seu sofrimento. 2. Esse problema é muito sério. É preciso contratar especialistas para acompanharem os casos, mas muitas pessoas não têm acesso e quando conseguem o diagnóstico correto não encontram vagas para serem atendidos. O correto mesmo seria fazer manifestações e solicitar ao governo mais acesso aos benefícios que essas pessoas têm direito. 3. Que os autistas têm muitas formas de se comunicar, muitos deles não conseguem se comunicar oralmente. É muito difícil para a família lidar com essa situação porque precisa aprender a comunicar por meio de gestos. Por isso, há a necessidade de orientadores para ajudar essas famílias. É muito sofrimento! Aluno: Roberto Junior, 12 anos.


  • Roberto • 21/11/2013

    Sou aluno da Professora Ana e amigo de Lívia, com elas aprendi que todas as pessoas com transtornos podem mudar com o tratamento correto e com AJUDA. Ninguém vence a vida sozinho, também precisamos ceder ajuda, me sinto bem e de dever cumprido de poder ajudar e ter as oportunidades que a Professora nos deu de vivenciar seu trabalho e melhor compreende-lo. Admiro MUITO essa professora, pois ela nos ensina não só matérias escolares, mas também a matéria da vida, o sentido da vida. Nos ensina também a conviver socialmente com pessoas com necessidades especiais e encarar isso normalmente sem exclusão. Isso também é muito importante para nós aprendermos, e é oque levaremos para a vida a fora, passando aos outros, informando a população, de que o respeito e igualdade de todos, também é essencial no aprendizado, não só a educação.


  • Izabeli • 21/11/2013

    Prof Ana Floripes sempre nos orientando,se não fosse por ela ter nos explicado sobre os transtornos nós não teriamos entendido e nem ajudado a aluna...devo admitir que estou impressionada com o desempenho e a mudança da Livia de 2012 para 2013...e mais impressionada com o trabalho da equipe que a ajudou,a experiencia que tive irei levar para a vida toda Obrigado Professora Ana Floripes


  • Maria Gabriela Marques • 21/11/2013

    Não me canso de dizer o quanto o seu trabalho é um exemplo para nós Ana Floripes! Meus parabéns!!!


  • Alessandra Farias • 21/11/2013

    Meus parabéns para a Lívia e para a Professora Ana.


  • nilva • 21/11/2013

    parabens ... sou sua fa ... vc esta fazendo a diferença na vida de muintos ...


  • Aida Franco de Lima • 21/11/2013

    Nesse ano de 2012 tive a oportunidade de conhecer o trabalho heróico que a professora Ana Floripes tem realizado ao longo de sua carreira... Cianorte precisa de Anas, o Paraná necessita de Floripes, o Brasil de Berbets e o mundo de Gentilins!


  • Ana Flavia Gomes • 21/11/2013

    Sou testemunha da competência dessa professora. Ela é referência no estado do Paraná no assunto.


  • Eliane Brazzolotto Sérgio • 21/11/2013

    Parabéns Professora Ana. Este trabalho realmente faz a diferença na vida da comunidade escolar.


  • Silvia • 18/11/2013

    Parabens prof. Ana! Trabalho merecedor de reconhecimento.

    • LucasSilvia • 18/11/2013

      Há pessoas espetaculares e posso destacar duas delas: Professora Ana Floripes e Diretora Silvia. Este trabalho envolveu a comunidade local. Um trabalho ímpar. O colégio está de parabéns e mostra como transformar realidades.

    • BrunoSilvia • 18/11/2013

      Sem querer eu e o Vinicius clicamos na carinha vermelha. Erramos. O trabalho realmente fez a diferença na vida de muitas pessoas. Tenho orgulho de estudar nesta escola.

    • SilviaSilvia • 18/11/2013

      Obrigada Lucas!!! E Bruno lendo seu comentário, fiquei curiosa e tbm cliquei na carinha vermelha e daí apareceu a mensagem "não gostei desse comentário" kkk

    • LuceliSilvia • 18/11/2013

      Desculpe nós diretora. Fomos clicar em cima da carinha vermelha para ver se há algum comentário nela e descobrimos que se trata de não termos gostado do seu comentário. kkkkkkkkk Não tem jeito de mudar. Logo no comentário da diretora. Ratificamos, o seu comentário está 100% aprovado.




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