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21/06/2017 às 19:05 por Marcelo Abud

Livro ''Minha vida de menina'' é a novidade da Fuvest

Professor aponta singularidades da obra, escrita em Diamantina no fim do século 19
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    “Embora seja um livro de 1942, a obra não é modernista,
    já que basicamente pertence ao século em que foi escrito, o 19”.
     
    (Claudio Caus)
     
     
    Biografia de Helena Morley escrita pela cunhada Vera Brant e capa de edição recente do livro
     
     
    A lista de livros para a Fuvest 2018/2019 traz como novidade a obra “Minha vida de menina, de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant. Publicado pela primeira vez em 1942, a obra traça um retrato vivo da vida simples na cidade mineira de Diamantina no período que vai de 1893 a 1895.
     
    Em tom coloquial, “Minha vida de menina” é a reprodução do diário da própria autora, com passagens vividas dos 13 e 15 anos de idade. As histórias trazem leveza, humor e questionamentos típicos de uma adolescente. Longe de estilos mais acadêmicos de escrita – e sem o olhar crítico de mundo trazido por movimentos literários brasileiros como o Realismo e o Naturalismo – a obra volta a ser destacada ao figurar da lista da Fuvest.
     
    Para o professor do Cursinho da Poli, Claudio Caus, entrevistado para o áudio do Livro Aberto, o objetivo da autora era mostrar aos jovens daqueles anos 1940 - inclusive suas netas - como a adolescência dela havia sido diferente no final do século 19. Narrado em primeira pessoa, o diário revela ainda as interações com uma localidade que, embora longe dos centros urbanos, também passava por consideráveis transformações. O professor ainda aponta similaridades entre a linguagem do livro e os relatos de vivências encontrados hoje nos blogs e redes sociais, um possível caminho contemporâneo para professores e alunos se aproximarem do gênero diário.
     
    Veja também:
    Como registro da época, o livro apresenta a oposição entre protestantismo e catolicismo, trata da estagnação econômica provocada pelo declínio da mineração e do surgimento de inúmeras modalidades de trabalho entre a escravidão e o regime salarial. Ainda segundo o professor Claudio Caus, podem ser encontrados na obra traços de contestações sobre o papel da mulher na sociedade, que começa a ganhar contornos mais evidentes.
     
    Links:
     
    Créditos
    As músicas utilizadas neste podcast, por ordem de entrada, são: “Meus tempos de criança” (Ataulfo Alves), com Clara Nunes, “12 anos” (Chico Buarque), com Moreira da Silva, “Bola de meia, bola de gude” (Fernando Brant / Milton Nascimento), com 14 Bis. 

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